Demanda por galpões segue firme e forte

01/08/2013 - Monacelli

Continua bem elevada a demanda por galpões para bens produzidos nacionalmente ou importados, e a tendência é que os preços de locação por m2 se mantenham estáveis, de acordo com o diretor de transações corporativas da EY (marca adotada recentemente pela Ernst & Young), Viktor Andrade.

Andrade disse esperar déficit no segmento de galpões pelos próximos três anos. Ainda assim, não há expectativa de alta nos valores de locação. Uma das razões para isso, segundo ele, é o limite de capacidade de pagamento por parte dos inquilinos.

Ao mesmo tempo, em função de taxas de juros atuais menores que as do passado, investidores que apostam no mercado de galpões estão dispostos a aceitar retornos menores, o que se reflete nos preços de aluguel fechados.

Conforme o representante da EY, mesmo com a piora da situação econômica do Brasil, não tem havido devolução de áreas de galpões por parte dos ocupantes. Segundo ele, na última década, os galpões têm ganhado qualidade em todo o país, com destaque para São Paulo e para o Rio de Janeiro.

No segmento de escritórios, o executivo disse que a oferta supera a demanda, neste ano, na região metropolitana de São Paulo, cenário esperado também para 2014.

“A oferta a partir de 2015 está sendo formada agora, com base no cenário atual”, disse. As condições atuais não estimulam o desenvolvimento de novos projetos. A partir de 2015, na avaliação de Andrade, terá início, portanto, a reversão da tendência, com demanda superior à oferta.

Os preços ofertados de venda e locação por m2 de escritórios na região metropolitana de São Paulo projetados pela EY para 2013 são superiores aos de 2012 em função da maior participação de empreendimentos de padrão triple A e localizados em regiões mais nobres.

Fonte: Valor Econômico

Entrevista de Marcel Monacelli para Revista Building (Parte 1)

09/01/2013 - Monacelli

Como contamos no último mês, Marcel Monacelli comentou a realidade dos galpões e apontou para a Revista Building as principais tendências do mercado industrial.

Durante esse mês mostraremos na íntegra todo esse conteúdo.

Segundo Monacelli, o mercado de condomínios modulares construídos para logística é ascendente e tem, atualmente, uma demanda muito superior à oferta. Ele é composto por investidores e empreendedores desse mercado imobiliário e vem atraindo novos grupos para esse setor, tanto com participações como com empreendimentos próprios, além de empresas estrangeiras já especializadas neste mercado logístico, tanto em seus países de origem como pelo mundo.

Essa avaliação que define um produto imobiliário logístico depende de uma série de questões que devem ser observadas e a análise crítica leva em consideração a geografia do local, a geologia e as questões mercadológicas, entre outros. Quanto ao produto, temos ferramentas para definir a tipologia do empreendimento a ser concebido em função do uso e do destino imobiliário pretendido pelo incorporador ou usuário do site.

Essas ferramentas auxiliam na definição do produto, tanto no dimensionamento quanto nos aspectos construtivos e materiais, que servirão como base para o valor de mercado.

O que caracteriza um condomínio modular, “são módulos padronizados e dispostos de forma a criar flexibilidade de ocupação. O conceito tradicional é identificado por uma rua central que diminui a porcentagem de área comum com edificação de ambos os lados.”, afirma Monacelli.

Outra forma é a implantação do condomínio com vias periféricas que possibilitam o uso com uma tipologia chamada “cross docking”, ou seja, uma linha operacional transversal ao módulo para operações de recebimento, armazenagem e expedição.

Os módulos variam de acordo com o tamanho da área, das técnicas construtivas, do conceito de armazenagem ou em função da demanda de mercado configurado para empresas de pequeno e médio porte, que variam de 1.000 a 5.000 m2 por módulo, e que necessitam de área administrativa, normalmente localizada em mezaninos.

Na próxima parte dessa entrevista você fica sabendo como está o mercado em São Paulo e como é feita a negociação de galpões e sua valorização no mercado por região.

MARCEL MONACELLI é arquiteto pós-graduado em Desenvolvimento Imobiliário – Real Estate – pela USP. Desde 1985, à frente da empresa Marcel Monacelli Arquitetura, realizou inúmeros projetos de arquitetura de empreendimentos imobiliários como shopping centers, sedes corporativas, planejamento urbano, centros logísticos, indústrias, entre outros.

Boa Notícia: Foi editada a Lei do Built to Suit

09/01/2013 - Monacelli

No dia 19 de dezembro de 2012, foi publicada a lei 12.744 que altera a lei de locação. Agora, fica admitido que:

– Prevaleçam as normas livremente pactuadas entre as partes nos casos de construção por encomenda.

– Pode haver renúncia ao direito de revisão do valor do aluguel.

– No caso de devolução do imóvel pelo locatário, seja paga multa correspondente a todos os aluguéis faltantes.

Além disso, a Presidente vetou a exigência do registro do contrato em Cartório de Títulos e Documentos para permitir a cessão dos créditos.

A nova lei certamente contribuirá para o desenvolvimento das locações por encomenda e securitização, eliminando dúvidas e inseguranças causadas pela falta de previsão legal.

Fonte: Bicalho e Mollica Advogados

As vantagens do Built to Suit

31/08/2012 - Monacelli

Esse novo serviço está se tornando cada vez mais vantajoso para empresas que procuram imóveis com necessidades específicas, mas que não querem ter a preocupação com obras ou com as possíveis dívidas da construção.

Built to Suit significa “construção sob encomenda”, e desenvolve projetos de construção de imóveis encomendados e especialmente feitos para locação.

O negócio funciona a partir de um projeto encomendado conforme as necessidades e expectativas das empresas locatárias para a construção do imóvel.

Empresas de médio e grande porte, geralmente, são as que mais procuram esses serviços, além das multinacionais estrangeiras, que já estão acostumadas com esse tipo de locação.

Os aluguéis pagos pelo locatário serão o retorno do investidor e a contratação do serviço é feita com prazo mais amplo que o convencional do mercado.

Há ainda como dar a opção de compra do imóvel no final do contrato, pelo valor de mercado da época, e outras opções podem ser negociadas ao longo do contrato.

Os custos dependem do tamanho do terreno, da localização e das características, e podem variar muito.

 

Fonte: InfoMoney

 

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