Infraero planeja investir milhões em terminais de carga

27/06/2013 - Monacelli

A Infraero estimou que, no período de 2013 a 2017, investirá aproximadamente R$ 680,9 milhões nos Tecas (termina is de logística de carga). Toda essa quantia seria destinada às obras para novos terminais de carga, reforma, ampliação, além de modernização dos já existentes e aquisição de novos equipamentos.

Cerca de R$ 190 milhões são provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), valor que será repassado para os terminais de Joinville (SC), Confins (MG), Galeão (RJ) e Vitória (ES).

Em 2013, o planejamento da Infraero para os 31 Tecas da rede prevê investimentos de R$ 50 milhões. Neste ano, serão contemplados terminais como os de Vitória, Galeão, Recife (PE), Palmas (TO), Manaus (AM), Aracaju (SE), Salvador (BA) e Goiânia (GO).

Alguns terminais terão a capacidade ampliada, já no próximo ano. A unidade aeroportuária de Vitória, por exemplo, passará a contar com um novo complexo logístico, enquanto que a de Curitiba receberá um novo transelevador e o de Navegantes (SC) terá seu terminal de carga reformado e ampliado. Em Goiânia, além do Teca receber um transelevador, será construído um segundo terminal de carga.

Fonte: Transporta Brasil

Competitividade é mostrada no Mapa da CNI – Parte 01

10/06/2013 - Monacelli

Ter competitividade com sustentabilidade. Esse é o objetivo do Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, lançado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no último mês, e que será mostrado aqui no nosso site em 3 partes. Acompanhem.

Depois de nove meses discutindo os problemas que dificultam o desenvolvimento do Brasil, o mapa é resultado do esforço de mais de 500 representantes empresariais. O trabalho identifica dez fatores-chave (educação, ambiente macroeconômico, eficiência do Estado, segurança jurídica e burocracia, desenvolvimento de mercados, tributação, financiamento, relações de trabalho e a infraestrutura) que podem elevar a competitividade e indica metas para cada um deles.

Educação

A CNI levou em consideração as tendências mundiais e nacionais com impacto na indústria, como o crescimento dos países emergentes, a nova geografia da produção mundial, mudanças climáticas, economia de baixo custo e o fortalecimento do mercado interno, e assim traçou esses fatores-chaves. Há uma nova geografia do crescimento, da produção e da inovação que apresentam claros efeitos sobre a forma de inserção do Brasil no mundo, destaca.

A CNI ressalta que o Brasil precisa encontrar seu lugar na nova geografia de produção mundial. Nossa economia não tem os baixos custos das economias asiáticas nem o elevado grau de conhecimento das economias desenvolvidas. O desafio é reduzir o Custo Brasil e identificar e incentivar os nichos onde a indústria brasileira pode ter um papel significativo nas cadeias globais e galgar degraus na direção das etapas de maior valor agregado e intensidade tecnológica.

Deficiências na educação limitam a capacidade de inovar e a produtividade. A boa formação de profissionais ajuda na utilização dos equipamentos, desenvolvimento e implementação de inovações.

Ambiente macroeconômico

Os fundamentos macroeconômicos sólidos reduzem incertezas sobre o futuro e geram confiança para o investidor. Para a indústria, manter a estabilidade macroeconômica e a solidez dos fundamentos macroeconômicos ajudam a criar um ambiente propício aos negócios, embora não garantam competitividade e alta produtividade.

A CNI destaca a importância do fortalecimento da autonomia operacional do Banco Central e a transparência e boa gestão das contas públicas, e alerta ainda para o fato de que estabilidade de preços ajuda na busca do crescimento sustentável e defende ações contra os obstáculos que impedem o crescimento dos investimentos público e privado.

O objetivo é elevar a taxa de investimento da economia brasileira de 18,1% do PIB, em 2012, para 24% em 2012.

Eficiência do Estado

Segundo a CNI, a ineficiência do Estado extrai recursos das empresas além do necessário, reduz a eficiência e provê, em quantidade e qualidade inadequadas, bens públicos com externalidades positivas, como educação, infraestrutura e segurança pública. É necessário melhorar a capacidade de o Estado planejar e executar suas políticas e investimentos.

A CNI propões que a participação do investimento na despesa primária total do governo federal passe de 5,8% em 2012 para 8% em 2022, média dos países da OCDE nos últimos cinco anos.

(Essa matéria continua em mais 2 partes).

Fonte: Agência Estado

Segundo CNI, atividade da construção civil está em queda

04/06/2013 - Monacelli

Segundo a “Sondagem Indústria da Construção”, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o nível de atividade da construção civil caiu para 45,5 pontos em abril deste ano.

A queda se aprofundou em relação a março, quando o indicador apontou 48,9 pontos. É a sexta vez consecutiva que o indicador aponta resultado abaixo dos 50 pontos, o que indica retração da atividade.

O número de empregados também cedeu, para 45,6 pontos em abril, ante 48 pontos em março deste ano.

“O baixo desempenho do setor continua com reflexo na redução dos empregos”, analisou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) no documento.

A atividade em relação à usual para o mês ficou em 43,7 pontos em abril, o que demonstra atividade menor do que o normal para abril. Em março, esse indicador tinha sido de 45,2 pontos.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) foi de 66% em abril, ante 70% em março. Esse é o pior patamar do indicador desde janeiro de 2012.

Fonte: Grandes Construções

Entrevista de Marcel Monacelli para Revista Building (Final)

13/02/2013 - Monacelli

Marcel Monacelli comentou a realidade dos galpões e apontou para a Revista Building as principais tendências do mercado industrial. Acompanhe a parte final desse conteúdo.

É eminente a desocupação dos locais industriais e logísticos de algumas regiões de São Paulo e cidades vizinhas por causa das limitações e da proximidade das áreas urbanas, como nos arredores de Osasco, ABC, Barueri e Guarulhos, onde faltam espaços e o trânsito é intenso. Hoje, as restrições estão maiores como por exemplo, a região do Ipiranga e Avenida do Estado, que provavelmente será a próxima a ser esvaziada e “expulsa”, pois concentram empresas que, na grande maioria, são metalúrgicas e terão que sair, devido a muitas restrições, como o horário de circulação e funcionamento, e vão precisar de novos espaços. Para que haja um custo-benefício, essas empresas terão que procurar outras regiões.

Em relação ao que as empresas procuram, primeiramente é a modernidade em construções sólidas e bem feitas, que atendam a demanda delas. Por exemplo, o pé-direito que se elevou, antes era de 8 metros, hoje o mais usado é o de 12 metros e já estamos executando projetos com até 18 metros de altura para um processo de estocagem normal. A tecnologia das empilhadeiras, que anteriormente precisavam entre 3,5 e 4 metros de corredor, já oferece equipamentos com braços móveis, que não precisam ficar de frente para a estanteria e conseguem retirar um palet sem fazer manobra. Isso é uma forma de ganhar cubagem e vale o investimento nesta nova ferramenta. Quanto mais alta, maior a rentabilidade. Os galpões funcionam dessa forma: aluga-se por metro quadrado e se opera em metro cúbico. Quando se sobe a altura da estanteria é concentrado maior peso no piso, incluindo outras questões como o aumento do índice de iluminação natural e também artificial. Também há a preocupação com a extração do calor e ainda é necessário avaliar a parte estrutural por conta do vento. As empresas que tem necessidade de grandes operações logísticas, distribuição e recebimento adotam sistema de paletização mecanizada (transelevador) que atingem até 40 metros de altura, e tal característica gera impacto nos fluxos de máquinas, veículos e pessoas.

Este mercado, que atualmente tem uma demanda maior que a oferta, vai se estabilizar em algum momento e acredito que a qualificação dos empreendimentos será o grande diferencial na hora que esta demanda for atendida. Hoje temos um índice baixo de vacância, entre 4 e 10%, que dentro deste mercado é praticamente zero. Os bons empreendimentos que tiveram um pensamento de longo prazo em termos de qualidade e modulação, não só pensando na racionalidade e economia construtiva, mas também na ocupação que ela vai oferecer, serão os que se manterão, pois se você tem uma modulação que é econômica do ponto de vista construtivo, porém não é rentável em relação à ocupação e ao uso, não é um bom empreendimento. Mas este é um mercado em franco crescimento.

Existem alguns locais que concentram grandes construções, como a região de Sumaré. Isto fará com que esta oferta em excesso, num determinado momento, talvez diminua o valor de locação em relação a outras regiões. Temos hoje, ali, em torno 600 a 700 mil m² a serem ofertados e, provavelmente, a concorrência será bem acirrada.

O crescimento industrial e comercial faz automaticamente crescer a logística. Há pouco tempo se falava em shoppings centers sendo construídos apenas em cidades com quantidade superior a 350 mil habitantes e hoje já há cidades que comportam um shopping e possuem apenas 100 mil habitantes, devido a alta de poder aquisitivo do local. Isto é um exemplo de que quando a demanda cresce é preciso aumentar também a infra estrutura de abastecimento, como no caso da mercadoria manufaturada. Mas, temos também as mercadorias que ainda vão para a indústria, que precisam de local para logística. Existem alguns polos industriais nos quais já estamos recebendo solicitação de áreas específicas, como de tecelagem, química ou manufaturados de grande valor agregado para áreas exclusivas de produção para um determinado segmento (cluster), que precisa ser nesta área. Toda a demanda se traduz em um modelo de construção para esta necessidade mais particular.

Normalmente estes centros logísticos são de uso exclusivo, bem segmentado e vasto. O mercado é amplo, temos uma gama grande de características necessárias para cada necessidade. O empreendedor precisa analisar cada situação. No momento, os usuários se adaptam às construções próximas de São Paulo porque não há opções, mas existem ramos de atividade que não podem se adequar desta forma.

Referente à construção, há basicamente três tipos de processos: pré-moldado, moldado in loco e estrutura mista metálica. Normalmente, os usuários questionam como foi feita a obra, pois a utilização destes galpões contempla uma atividade mais bruta, com isso, todos avaliam os materiais que foram utilizados e como foi o andamento da obra. A construção precisa ser robusta, ter uma elegância estética e, principalmente, deve atender a necessidade de ocupação.

Com relação à infraestrutura, o pé-direito deve ser de, no mínimo, 12 metros, e é preciso ter a preocupação com segurança desde a entrada no condomínio até a entrada no galpão, com um controle de acesso rígido através de portaria de identificação bem aparelhada e com automação, controle de segurança no ponto da chegada e também distante, para que não ocorram ataques aos caminhões, salas de apoio como de reuniões, miniauditórios para treinamento, entre outros.

Estes acessórios fazem parte de um condomínio considerado Classe A, que por ser mais estruturado, também oferece locais para dar suporte aos caminhoneiros com toda a infraestrutura para alimentação, descanso, banheiros, etc. Existem até alguns que, além dos galpões, possuem um edifício comercial de apoio para suprir a demanda dos usuários. O estacionamento, tanto para caminhões como para veículos, também é importante.

Já sobre o galpão propriamente dito, ele precisa ter uma metragem adequada, como uma doca para cada 700 m2 no mínimo, além das necessidades básicas como recepção, sanitários, e novamente a questão da segurança, como combate a incêndio, através de saídas de emergência, sprinklers, etc. Outro fator relevante é o piso de pátio compatível com o peso das cargas mais pesadas, pois o arrasto dos caminhões é grande e na hora de fazer manobras, se não for um piso compactado, será danificado. O espaço de manobras é fundamental também, pois deve facilitar a dinâmica de carregamento e descarregamento.

A localização de um empreendimento deve ser avaliada em relação aos trajetos feitos pelos caminhões, para que estes não passem por muitos semáforos, não cruzem vilas, centros comerciais ou locais de muita movimentação e, enfim, corram menos riscos e evitem incidentes. Este fator favorece a negociação até com a companhia de seguros, posteriormente, que avalia o trajeto a ser percorrido e os possíveis perigos.

Atualmente, 70% dos empreendimentos que desenvolvemos buscam certificações ou se preocupam com questões ligadas à sustentabilidade. Antes de iniciarmos um projeto, fazemos uma análise detalhada na área de implantação, que é o terreno, neste caso.

Quase sempre esbarramos em questões ambientais e temos que adequar o projeto às normas de preservação de matas, cursos d’água, nascentes, permeabilidade, tratamento de efluentes, entre outros, e esses quesitos, quando bem observados, qualificam ainda mais o empreendimento.

Sugerimos outros conceitos sustentáveis, como a retenção de águas pluviais para o reuso em sanitários e manutenção do site, soluções alternativas de energia para iluminação de pátios e aquecimento de água, pisos drenantes, tintas especiais, etc., que vão ao encontro de certificações como LEED e AQUA, exigidas pelo usuário final.

A grande tendência está nos centros logísticos industriais, comerciais e bem segmentados. Devido à falta de espaços, será necessário explorar áreas mais distantes, onde a mistura com a urbanidade não ocorra, assim estes centros se tornarão os chamados Business Park. São cidades construídas com todas as características para suprir as necessidades dos usuários, com hotéis, área para alimentação, estacionamento, parqueamento para caminhões, entre outros.

MARCEL MONACELLI é arquiteto pós-graduado em Desenvolvimento Imobiliário – Real Estate – pela USP. Desde 1985, à frente da empresa Marcel Monacelli Arquitetura, realizou inúmeros projetos de arquitetura de empreendimentos imobiliários como shopping centers, sedes corporativas, planejamento urbano, centros logísticos, indústrias, entre outros.

A absorção líquida de imóveis industriais de alto padrão foi de 62%, só na região Sudeste, aponta pesquisa.

18/01/2013 - Monacelli

O segmento de condomínios industriais de alto padrão no Brasil cresceu 20% só no 3º trimestre de 2012, em comparação com o 2º trimestre do mesmo ano. As informações são de um levantamento da Colliers International que avaliou que no 3º trimestre, a absorção líquida foi de uma expansão de 247.078m², mostrando que a demanda está aquecida em todo o País.

Segundo a Colliers, a região Sudeste apresentou a maior absorção líquida: 134.371 m², representando 62% do total do inventário nacional.

O preço médio pedido no aluguel, teve alta de 1% em relação ao 2º semestre de 2012, e foi de R$ 19,95/m² mensais, quando era de R$ 19,75/m².

Três das cinco regiões brasileiras tiveram aumento nos preços. O Norte lidera, com elevação de 8% no 3º trimestre: ficando em R$ 20. No Sul, de R$ 18,40 (alta de 6%). No Centro-Oeste, foi verificada uma média de preços de R$ 17 o m².

A média de R$ 15,10/m² no Nordeste e, no Sudeste: R$ 20,25/m² (queda de 2%). No início de 2012 a projeção era que durante o ano o mercado recebesse 2,1 milhões de m², mas recebeu somente 1,3 milhão de m².

Fonte: InfoMoney

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