A expansão dos condomínios logísticos

11/06/2019 - Monacelli

Os condomínios logísticos surgiram no Brasil na década de 90 para contornas, ou amenizar, muitos dos gargalos do setor, ou seja, o encarecimento dos produtos e dos serviços de transporte e armazenagem. Nos galpões, as companhias podem contar com segurança e infraestrutura de serviços compartilhados, com custos repartidos entre inquilinos.

Cerca de 30 anos depois dos primeiros projetos, a procura por esses empreendimentos deu um salto importante, com a chegada de players globais. Dados divulgados pela CBRE, consultoria internacional especializada no mercado de condomínios logísticos, mostram que, de 2005 a 2010, foram 450 mil m² construídos por ano no Brasil.

De 2011 a 2013, esse número mais que dobrou, chegando a aproximadamente 1 milhão de m². E de 2014 a 2018, mesmo com todos os problemas enfrentados na esfera econômica, o avanço seguiu, e os valores chegaram a 1,4 milhão de m² por ano, totalizando 625 galpões em todo o território nacional, um recorde na história do segmento. O estoque de áreas de armazenagem no Brasil, no entanto, ainda é cerca de 30 vezes menor que o existente em países como os Estados Unidos, por exemplo.

O principal protagonista deste aumento é o estado de São Paulo, que, sozinho, responde por mais de 50% desse total, concentrando cerca de 350 condomínios.

Segundo a pesquisa First Look, da JLL – consultoria imobiliária para imóveis comerciais, no ano de 2018, foram mais de 2 milhões de m² negociados, sendo 1,2 milhão de m² em absorção líquida, diferença entre áreas contratadas e desenvolvidas, o dobro do que foi registrado em 2017. Já a taxa de vacância fechou o ano em 22%, três pontos percentuais a menos que em 2017 e o menor número dos últimos três anos.

No Estado de São Paulo, a consultoria Sistema de Informação Imobiliária Latino-Americana (Siila) projeta que a taxa de vacância dos galpões logísticos terá uma redução somente a partir de 2020, devido ao estoque de empreendimentos previsto para ser entregue.

Plataformas online também atuam para que os proprietários ou usuários com áreas ociosas cadastrem os espaços disponíveis para locação e ampliem as possibilidades.

Na pesquisa da JLL também é possível constatar que os condomínios logísticos tem avançado para fora do eixo Rio-São Paulo, seis das maiores transações do quarto trimestre de 2018 aconteceram em outras localidades. Os estados do Paraná e Minas Gerais e algumas localidades no Nordeste têm se tornado regiões secundárias, com amplo potencial de crescimento.

A previsão para 2019 é de que sejam entregues cerca de 634 mil m², distribuídos por seis estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará e Sergipe). O segmento tem amplo potencial com a retomada da economia, e as mobilidades de entregas mais velozes impulsionarão a criação destes espaços dentro, ou mais próximos, dos grandes centros urbanos, visando o escoamento mais acelerado das mercadorias.

Fonte: FIABCI-BRASIL

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