Prologis vê potencial para ampliar oferta de galpões

12/02/2019 - Monacelli

A Prologis Brasil avalia dar início, neste ano, à construção de empreendimentos de galpões que vão possibilitar, quando concluídos, elevar sua área em até quase 70% em relação ao portfólio atual de um milhão de metros quadrados. A tomada de decisão em relação ao início das obras vai depender da demanda. Por enquanto, está definida a construção de 160 mil metros quadrados em 2019. “Estamos muito animados para este ano e para as próximas fases de crescimento do Brasil”, afirma o vice-presidente sênior e gerente regional da Prologis no país, Armando Fregoso, que ocupa o cargo desde outubro.

Em meados de janeiro, a Prologis e o Ivanhoé Cambridge, investidor global do mercado imobiliário, anunciaram o fechamento da operação de constituição de joint venture no Brasil, que abrange valores de cerca de US$ 880 milhões. Todos os ativos que eram exclusivos da Prologis foram incluídos na joint venture, da qual a empresa tem 20% de participação. Embora a fatia de 80% seja detida pelo Ivanhoé, o controle e o direcionamento dos projetos continua sendo da Prologis.

Em 2019, a empresa pode dar início ao desenvolvimento de até quatro projetos no Estado de São Paulo – em Cajamar, Araçariguama, Santana do Parnaíba e Jundiaí – e um em São João do Meriti (RJ). A área dos projetos de São Paulo soma 480 mil metros quadrados, e a do Rio de Janeiro é de 200 mil metros quadrados. A Prologis já possui licenças para os empreendimentos e está concluindo terraplenagem no terreno de São João do Meriti, onde começará a construir os galpões em meados do ano.

A empresa continua buscando terrenos para construção de galpões de padrão triple A, principalmente no raio de 60 quilômetros de São Paulo, e também nas proximidades do Rio.

Segundo Fregoso, ainda há demanda por parte de potenciais ocupantes que pretendem migrar de galpões mais antigos para parques logísticos mais eficientes. Há demandas de construções sob medida (build to suit), mas quase 90% do portfólio da Prologis foi desenvolvido no formato especulativo, ou seja, sem locação prévia. No ano passado, a empresa não entregou empreendimentos, e a vacância foi reduzida em função da demanda por parte de empresas de comércio eletrônico, transporte e de consumo. No fim de 2018, a ocupação estava próxima de 90%.

O executivo conta que, após um período difícil, iniciado em 2015, o desempenho do mercado começou a melhorar em 2018, mas o crescimento teve pausas decorrentes da greve dos caminhoneiros e do período eleitoral. No ano passado, a Amazon alugou galpão da Prologis, em Cajamar, para o centro de distribuição da varejista no Brasil.

Dados da consultoria Newmark Grubb Brasil apontam que a absorção líquida – diferença entre o total de áreas contratadas e devolvidas – no mercado de condomínios industriais e logísticos de padrão A cresceu 56%, no ano passado, no Estado de São Paulo, para 601 mil metros quadrados.

“Nos últimos dez anos, o mercado de galpões se profissionalizou no país”, afirma o executivo, que está há nove anos na americana Prologis, quase cinco deles no Brasil. A Prologis entrou no mercado brasileiro em 2008, por meio de parceria com a Cyrela Commercial Properties (CCP). A cisão da joint venture com a empresa brasileira de propriedades comerciais foi formalizada em 2017.

Fonte: Jornal Valor Econômico – 11/02/2019

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