Habib’s entra no setor de postos de combustível

11/10/2017 - Monacelli

Habibs

O grupo de fast food Habib’s inaugurou na última sexta-feira, 6, um novo modelo de negócio em que atuará na comercialização de combustíveis. Com abastecimento feito pela Petrobrás Distribuidora, a rede quer chegar a 30 unidades próprias até 2020 e, depois, pode franquear o modelo.

A primeira unidade da rede de postos, que opera com uma bandeira chamada “H”, foi aberta na Zona Leste de São Paulo, na avenida Radial Leste, e conta com um restaurante Ragazzo e uma loja de conveniência Habib’s.

“Esse projeto nada mais é do que aliar a ideia de conveniência a essa força que a marca já tem”, diz.

O diretor de expansão do grupo, Sérgio Iunis, afirma que a conveniência ainda é pouco explorada no Brasil na comparação com outros países. Aqui, relata, dados de mercado indicam que 26% dos postos de combustível têm loja de conveniência, ante 86% nos Estados Unidos.

“Acreditamos que concorrentes vão vir atrás com esse conceito de conveniência, porque ainda existe uma oportunidade muito grande que não está sendo explorada”, afirmou.

Outra parte da estratégia envolve maior agressividade de preço. A companhia espera manter preços abaixo da média na região e vai fazer ações promocionais regularmente.

A rede de postos passa a fazer parte de uma agressiva estratégia de expansão do grupo de alimentação. A companhia espera chegar ao final deste ano com 579 lojas, em grande parte franquias dos restaurantes Habib’s e Ragazzo, 115 pontos a mais do que em 2016. O plano da empresa contempla atingir 1.213 lojas de todas as bandeiras até 2022.

Segundo Saraiva, a expansão da companhia tem sido financiada com caixa próprio. Ele avalia que o grupo não desconsidera a hipótese de buscar alternativas de financiamento para sustentar o plano de investimentos no caso de a expansão se acelerar ainda mais.

O ritmo atual, no entanto, já é intenso: a rede abriu nos últimos 14 meses uma média de uma loja a cada três dias.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

De olho em concessões, Vinci Partners quer dobrar aposta em infraestrutura

10/10/2017 - Monacelli
Aeroporto Internacional de Viracopos | Divulgação

Aeroporto Internacional de Viracopos | Divulgação

A gestora brasileira Vinci Partners planeja dobrar os investimentos na área de infraestrutura, de R$ 2 bilhões para R$ 4 bilhões, nos próximos dois anos. A empresa, que administra R$ 20 bilhões em ativos de vários setores no Brasil, vai focar os esforços em quatro segmentos na área de infraestrutura: transmissão e geração de energia elétrica; aeroportos; e saneamento básico. Os investimentos podem ocorrer por meio de leilão de concessão, como o da Cemig, que ocorre hoje, ou por aquisição de ativos.

Fundada em 2009 pelo banqueiro Gilberto Sayão, a empresa tem participações em companhias como Burger King, Cecrisa, a seguradora Austral e a locadora de veículos Unidas. A gestora também teve entre suas grandes apostas a construtora PDG, que, após várias tentativas de reestruturação, pediu recuperação judicial em fevereiro deste ano.

No setor de infraestrutura, a Vinci tem investimentos na empresa de transporte naval CBO e foi sócia da elétrica Equatorial até 2015, quando vendeu a participação por cerca de R$ 700 milhões. Com dinheiro em caixa, a gestora quer aproveitar a oferta de negócios no mercado.

Segundo José Guilherme Souza, sócio da gestora, o setor elétrico deverá ser o carro chefe da empresa nesse novo ciclo de investimentos. O apetite já foi demonstrado no primeiro leilão de linhas de transmissão que a empresa participou neste ano. A gestora arrematou sozinha um lote de 198 quilômetros de linhas no Nordeste, com investimentos de R$ 271 milhões.

Na área de geração, um dos focos serão os projetos de energia eólica e solar. Mas, como há muita oferta de empresas e projetos à venda no setor, a companhia avalia as oportunidades pontualmente. No rol de ativos, estão as usinas hidrelétricas da Cemig, que o governo vai leiloar nesta quarta-feira na B3, a Bolsa paulista. Até o início da noite desta terça-feira, a gestora ainda negociava uma parceria com um investidor estratégico que vai participar da disputa.

No segmento de distribuição, fontes do setor comentam que a Light, que exigiria desembolsos de até R$ 6 bilhões, também pode estar no radar da empresa, que prefere não comentar sobre a concessionária.

Outro setor na lista da companhia é o de gás natural. Executivos da Vinci viajaram para o Canadá nesta semana para negociar parcerias para a formação de um consórcio que vai avaliar a Transportadora Associada de Gás (TAG), da Petrobrás. O ativo reúne a infraestrutura de gasodutos nas Regiões Norte e Nordeste do País.

As novas concessões de aeroportos que o governo planeja leiloar e ativos licitados no passado também estão sendo estudadas pela Vinci. Um exemplo é o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Em julho, os acionistas da concessionária, formada por Triunfo, UTC e Egis, decidiram devolver a concessão ao governo federal por dificuldade financeira.

Embora os acionistas tenham optado pela devolução, o caso ainda está pendente. Do ponto de vista operacional, apesar da demanda estar baixa, os investidores veem poucos problemas. O maior entrave é financeiro, já que o tamanho da dívida é alta e a outorga desproporcional com a movimentação do aeroporto. Mas, para o estrangeiro, a concessão tem seus atrativos, como a forte movimentação de carga e o porcentual de receita em dólar.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

Toyota anuncia investimento de R$ 1 bi para a produção de novo modelo no País

04/10/2017 - Monacelli

Toyota

A Toyota anunciou investimento de R$ 1 bilhão na fábrica do grupo em Sorocaba, interior de São Paulo, para a produção do Yaris, modelo de médio porte que vai se posicionar entre o compacto Etios e o sedã Corolla. A fabricação terá início no segundo semestre de 2018 e vai gerar 500 novos empregos, 200 dos quais pelos fornecedores de componentes que atuam ao redor da planta fabril.

Esse é o segundo anúncio de investimento da marca japonesa em menos de um ano. O anterior foi de R$ 600 milhões, para a ampliação da capacidade produtiva da fábrica de motores em Porto Feliz (SP), de 108 mil para 174 mil unidades ao ano, a partir de 2019. Desde 2012, o grupo investiu R$ 4,2 bilhões no País.

O anúncio foi feito na fábrica de Porto Feliz – inaugurada em maio do ano passado -, em cerimônia que marcou o início das obras de ampliação da linha, que exigirá um novo prédio.

“A fábrica de motores, inaugurada no ano passado, é a mais moderna do grupo no mundo”, diz o presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang. Ele ressalta que, além dos novos aportes, a empresa “não demitiu nenhum funcionário durante o período de retração do mercado”. O grupo emprega atualmente 5.850 trabalhadores em quatro unidades.

As fábricas de Indaiatuba, onde é produzido o Corolla, a de Sorocaba, que hoje faz apenas o Etios, e a de motores operam com capacidade plena, em dois turnos, informa Chang, que assumiu o posto no início deste ano. “Dependendo da recuperação do mercado, vamos avaliar se precisaremos de um terceiro turno”.

O Yaris é produzido na China, em Taiwan, na Tailândia e na França. No Brasil será desenvolvida uma nova geração do modelo que ainda será lançada globalmente. Terá versões hatch e sedã e terá entre seus principais concorrentes o novo Polo e o Virtus (que chegará ao mercado no início de 2018), ambos da Volkswagen, e o Argo, lançamento recente da Fiat.

Chang citou ainda as perspectivas com o Rota 2030, novo programa automotivo que substituirá o Inovar-Auto. “Tenho certeza de que será ainda mais importante para a indústria brasileira, pois trará diretrizes relevantes para o setor focadas em tecnologia e eficiência energética, permitindo maior competitividade dos nossos produtos.”

Apesar de o novo programa favorecer modelos menos poluentes, como o híbrido Prius, Chang afirma que a produção desse modelo ainda não está prevista para o Brasil, embora há estudos de sua viabilidade.

De janeiro a agosto a Toyota vendeu no mercado brasileiro 123 mil veículos, 3% a mais que em igual período do ano passado. O mercado total de automóveis e comerciais leves cresceu 5,9% no período, para 1,382 milhão de unidades. A participação da marca nas vendas saltou de 3,1% em 2012 para 8,6% neste ano.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Vários setores da economia apostam nos eletropostos

27/09/2017 - Monacelli
Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Silvio Tanaka e Leonardo Celli abastendo em eletroposto Foto: Nilton Fukuda/Estadão

A empresa de tecnologia ABB negocia a instalação de vários equipamentos de carga rápida para baterias com uma rede de postos de combustível, shoppings, estacionamentos e aeroportos. O grupo tem dois postos experimentais na região de Campinas (SP).

Segundo o presidente da empresa, Rafael Paniagua, esses eletropostos são capazes de carregar 80% da bateria em até meia hora. Na tomada normal de casa, uma recarga completa leva de 6 horas a 8 horas. A ABB já tem parceria na Argentina com a rede de postos YPF para instalação de vários postos no país.

A CPFL, empresa distribuidora de energia na região de Campinas, tem 25 eletropostos, sendo dez públicos e os demais em parceria com empresas, mas poucos são de recarga rápida. A companhia projeta que o Brasil terá ao menos 15 mil pontos de recarga elétrica até 2030. Renato Povia, gerente de inovação da CPFL, acredita que até lá a frota brasileira de veículos elétricos e híbridos pode ultrapassar 4 milhões de unidades. “O abastecimento será maior nas próprias residências, à noite, quando o consumo de energia diminui”, prevê ele.

Cálculos da CPFL indicam que, para abastecer uma frota de 4 milhões a 10 milhões de veículos será necessário aumento de 0,6% a 1,6% na capacidade atual de geração de energia o que, na visão de Povia, “é factível”.

Segundo ele, abastecer com energia é um terço mais barato por quilômetro rodado em relação aos demais combustíveis. A CPFL tem 25 carros elétricos, dos quais 21 foram emprestados para testes de grandes empresas como Bosch, Natura e 3M.

A Baterias Moura tem estudo “ainda embrionário” para produzir baterias de carros elétricos no País, confirma o presidente da empresa, Paulo Sales. “Estamos prospectando o mercado, mas hoje ainda não há demanda”.

O coordenador da área de inovação do Santander, Silvio Tanaka, de 36 anos, adquiriu um BMW i3 elétrico no início do ano de uma moradora de Santa Catarina que ganhou o carro em sorteio de um shopping center local. O modelo custava cerca de R$ 160 mil, mas ele conseguiu por R$ 120 mil.

“O gasto com energia em casa aumentou em R$ 50 ao mês, mas eu gastava entre R$ 180 e R$ 200 por semana com combustível para abastecer o carro anterior”, conta Tanaka, que na semana passada carregou a bateria do carro em um posto recém-instalado na rodovia dos Bandeirantes, junto com o amigo Leonardo Celli, que também tem um BMW i3.

Além da vantagem do abastecimento, diz ele, a isenção de IPVA e do rodízio em São Paulo ajudam na economia “e ainda por cima deixo de poluir o ar”. Ele e Celli, juntos com outros 20 donos de carros elétricos criaram a Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Elétricos Inovadores (Abravei) para discutir medidas para reduzir o custo desse tipo de veículo. Isenção do IPI, que hoje é de 25%, é uma das propostas da entidade.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Ainda de tijolo em tijolo

30/08/2017 - Monacelli
AEROPORTO DE BERLIM-BRANDEMBURGO EM 2010 (Foto:Michael F. Mehnert)

AEROPORTO DE BERLIM-BRANDEMBURGO EM 2010 (Foto:Michael F. Mehnert)

“O artigo publicado pelo ‘The Economist’ trata da produtividade na construção civil e reflete a realidade que não é privilégio nosso, pois a ineficiência ocorre no mundo todo.

De uma forma geral, vejo que a falta de comprometimento para gerar a eficiência desejada está em todos os níveis da cadeia, desde o gerador da demanda até a execução final da obra, passando pelo planejamento e o desenvolvimento de todos os projetos necessários.

Vejo, também, a falta de liderança para a interação dos diversos interesses de todos os envolvidos no processo, dando o devido valor e a necessária responsabilidade, sem transgredir a autoridade de cada competência.”

Marcel Monacelli


 

Ainda de tijolo em tijolo

Há nove anos, foi lançada a pedra fundamental do aeroporto de Berlim-Brandemburgo. A obra deveria ter sido inaugurada em 2012, a um custo de € 1,2 bilhão (US$ 1,8 bilhão), atendendo a 34 milhões de passageiros por ano. Ainda hoje, porém, os únicos que circulam por seus terminais são pedreiros, serventes e outros operários. Com um custo atual equivalente a seis vezes o orçamento original, a obra teve 66,5 mil erros de construção que precisaram ser refeitos.

O aeroporto de Berlim é um exemplo extremo de um problema mais amplo. À primeira vista, a indústria da construção civil parece saudável. Em termos mundiais, movimenta US$ 10 trilhões. A seguradora Euler Hermes projeta crescimento de 3,5% para este ano. Apesar disso, mais de 90% das obras de infraestrutura atualmente em andamento no mundo estão atrasadas ou estouraram o orçamento original, diz Bent Flyvbjerg, da Saïd Business School, da Universidade de Oxford. Até as empresas de tecnologia sofrem com o problema. A nova sede da Apple, no Vale do Silício, será inaugurada com dois anos de atraso e custou US$ 2 bilhões a mais do que o previsto originalmente.

Segundo a consultoria McKinsey, a indústria da construção civil exibe a distinção duvidosa de ter ganhos de produtividade mais baixos que qualquer outro setor de atividade. Nos últimos 20 anos, a média mundial de valor adicionado por hora registrou crescimento anual de cerca de 1%, taxa correspondente a apenas 25% da observada no setor industrial. Nos países desenvolvidos, a tendência é especialmente preocupante. No mesmo período, na Alemanha e no Japão, modelos de eficiência industrial, o setor da construção civil praticamente não obteve ganhos de produtividade. Nos EUA, a queda é ainda mais assombrosa: 50%, do fim da década de 60 para cá.

A culpa não é dos preços dos materiais de construção, que são excluídos dos cálculos de valor adicionado (e que, de qualquer forma, não subiram). E pode ser apenas em parte atribuída ao cumprimento de normas mais rígidas.

O papel de duas tendências estruturais é mais importante. Em primeiro lugar, o setor da construção civil vem fazendo uso menos intensivo de capital, substituindo máquinas por trabalhadores. A volatilidade na demanda leva as empresas do setor a conter os investimentos. “A indústria da construção civil está sempre de prontidão para a chegada de mais uma recessão”, diz Luc Luyten, da consultoria Bain & Company. O investimento em máquinas impõe custo fixos elevados. Quando a economia entra em desaceleração, é mais fácil demitir trabalhadores do que cortar esses custos.

Em segundo lugar, o setor não passou por grandes consolidações. Em tese, as construtoras mais eficientes deveriam engolir as ineficientes. “Aparentemente, a indústria da construção civil contraria Adam Smith nesse aspecto”, diz Luyten. Isso se deve, em parte, ao fato de que a legislação varia, impedindo o ganho de escala.

Atualmente, há cerca de 730 mil obras em andamento nos EUA. Em média, há dez operários trabalhando em cada uma delas. A concorrência é acirrada e as margens de lucro só não são mais estreitas do que as observadas no varejo.

Por outro lado, não faltam exemplos de caminhos para aumentar a produtividade, como os guindastes guiados por controle remoto e as retroescavadeiras autônomas. E há iniciativas em massificação da produção. Apenas 20% de cada casa e edifício erguido pela construtora BoKlok é feito no local da obra. O restante é produzido em plantas industriais. Isso permite padronizar elementos construtivos e cortar custos.

Os maiores ganhos de produtividade se concentram na China. O aquecimento do mercado de trabalho tem levado as construtoras do país a experimentar a automação. A WinSun, por exemplo, já construiu edifícios utilizando impressão 3D. Com os avanços da construção em módulos, uma empreiteira ergueu um edifício de 57 andares em apenas 19 dias. O fato, porém, é que essas técnicas permanecem pouco utilizadas. Para a maioria das construtoras, as margens estreitas e o fantasma de novas recessões continuam a restringir os investimentos.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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